Autoavaliação

O último Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), vigente de 2011 a 2020, enfocou a consolidação e a qualidade dos programas existentes no Brasil. Embora a avaliação da pós-graduação tenha avançado em relação à graduação, ainda há debates em relação aos critérios e indicadores utilizados (McManus et al., 2023).

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) introduziu a autoavaliação como componente essencial do processo avaliativo. Acredita-se que a avaliação interna e autogerida pelos programas promove a reflexão sobre a instituição, suas políticas e resultados, permitindo a correção de trajetórias e o planejamento futuro.

Os egressos desempenham um papel importante nesse processo de avaliação, pois fornecem indicadores que qualificam o desenvolvimento dos programas. A participação dos egressos ajuda a compreender as características socioeconômicas, currículo, metodologia, infraestrutura, docência e outros fatores que afetam as taxas de evasão, tempo médio de titulação, trajetória, benefícios, recursos e acesso à pós-graduação, além dos impactos no mercado de trabalho (CAPES, 2019).

Com a aprovação da “Proposta de Aprimoramento do Modelo de Avaliação da Pós-Graduação”, a CAPES reconhece a importância da autoavaliação e do acompanhamento dos egressos, que haviam sido negligenciados por muito tempo (CAPES, 2019).. Diante desse contexto, as instituições de ensino superior e seus programas de pós-graduação enfrentam o desafio de planejar, implementar e desenvolver ações voltadas à avaliação interna, por meio de Grupos de Trabalho de Autoavaliação, para fornecer informações que subsidiem melhorias e aprimoramentos à pós-graduação, conforme requerido pela CAPES.

Nesse contexto, o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PEN/UFSC) historicamente tem investido em processos de autoavaliação envolvendo docentes, discentes e egressos, com o objetivo de reconhecer as fragilidades e potencialidades do programa a partrir da perspectiva de todos os atores envolvidos (PIRES et al., 2021). O mais recente deles ocorreu em 2022.

O PEN/UFSC alcançou reconhecimento de excelência pela CAPES, operando no nível 6 de avaliação desde 2012. Isso destaca a importância da autoavaliação e do acompanhamento dos egressos nesse processo. Sem essa análise, a formação se limitaria às diretrizes nacionais, muitas vezes distantes da realidade institucional ou da vocação da pós-graduação. No entanto, ainda é necessário investir em estudos e indicadores que considerem as especificidades da área da enfermagem, a fim de evidenciar o impacto real do programa de pós-graduação na sociedade. Reconhecendo a importância da autoavaliação, foram elaborados instrumentos para analisar a formação acadêmica em um programa de pós-graduação stricto sensu em enfermagem na perspectiva dos docentes, discentes e egressos.

A elaboração dos instrumentos foi baseada nos itens do instrumento de avaliação da Capes, bem como consulta à literatura pertinente. Ressalta-se que, antes da aplicação do instrumento, realizou-se a sua avaliação por meio de aplicação com três egressos e refinamento de linguagem/semântica, feita pela equipe de pesquisadores, os quais não foram incluídos na pesquisa. Houve apenas sugestões redacionais, que foram incorporadas ao instrumento. A seguir, apresentam-se na integra os instrumentos utilizados.

Versão Docentes

O instrumento é composto por quatro partes:

  1. Ficha de caracterização com as variáveis acerca do perfil socioprofissional (área de concentração, linha de pesquisa, tempo de atuação no programa, etc.);
  2. Questões para avaliação dos quesitos, conforme duas dimensões:

2.1 AVALIAÇÃO DO PROGRAMA/CURSO

  • Proposta do Programa
  • Estrutura Curricular
  • Infraestrutura e Ações de Visibilidade
  • Gestão do Programa

2.2 FORMAÇÃO E IMPACTO NA SOCIEDADE

  • Contribuições da formação acadêmica
  • Avaliação dos Discentes
  • Elaboração da Dissertação/Tese
  • Pesquisa
  • Internacionalização e Inserção Social do Programa

3. Questões sobre motivação na atuação como docente na pós-graduação;

4. Questões abertas sobre a formação durante a pós-graduação.

Para avaliação de cada item, foi utilizada a seguinte escala: (0) Não sabe/Não se aplica (1) Discordo Totalmente (2) Discordo Parcialmente (3) Não Concordo, Nem Discordo (4) Concordo Parcialmente e (5) Concordo Totalmente.

Acesse AQUI o instrumento na íntegra.

Versão Discentes

O instrumento é composto por quatro partes:

  1. Ficha de caracterização com as variáveis acerca do perfil socioprofissional (sexo, idade, raça, nível formação, área de concentração, linha de pesquisa, etc.);
  2. Questões para avaliação dos quesitos, conforme duas dimensões:

2.1 AVALIAÇÃO DO PROGRAMA/CURSO

  • Proposta do Programa
  • Estrutura Curricular
  • Infraestrutura e Ações de Visibilidade
  • Gestão do Programa

2.2 FORMAÇÃO E IMPACTO NA SOCIEDADE

  • Contribuições da formação acadêmica
  • Avaliação dos Docentes
  • Elaboração da Dissertação/Tese
  • Pesquisa
  • Internacionalização e Inserção Social do Programa
  • Questões sobre motivação durante a formação na pós-graduação;
  • Questões abertas sobre a formação durante a pós-graduação.

Acesse AQUI o instrumento na íntegra.

Versão Egressos

O instrumento é composto por cinco partes:

  1. Ficha de caracterização com as variáveis acerca do perfil socioprofissional (sexo, idade, raça, nível formação, ano de titulação, etc.);
  2. Questões sobre atuação profissional dos egressos nos últimos 5 anos;
  3. Questões sobre motivação durante a formação na pós-graduação;
  4. Questões para avaliação dos quesitos Proposta do Programa, Estrutura Curricular, Infraestrutura e Ações de Visibilidade e Contribuições da formação; e,
  5. Questões abertas sobre a formação durante a pós-graduação.

As questões sobre atuação profissional dos egressos versavam sobre a inserção no mercado de trabalho, como foco na identificação de melhorias em termos de reconhecimento profissional e remuneração, além da obtenção de financiamentos e atuação na orientação em nível de graduação e pós-graduação. Em relação à motivação, os egressos foram questionados sobre fatores que interferiram/poderiam interferir para desmotivar o processo de formação na pós-graduação. O questionário para avaliação do Programa foi composto por 18 questões distribuídas nos critérios: Proposta do Programa (7 itens), Estrutura Curricular (6 itens), Infraestrutura e Ações de Visibilidade (2 itens) e Contribuições da formação (3 itens). Para avaliação de cada item, foi utilizada a seguinte escala: (0) Não sabe/Não se aplica (1) Discordo Totalmente (2) Discordo Parcialmente (3) Não Concordo, Nem Discordo (4) Concordo Parcialmente e (5) Concordo Totalmente.

             Acesse AQUI o instrumento na íntegra.